sábado, 25 de outubro de 2008

"SUCK IT!"


O tempo impiedoso e implacável
Corta o vento sem perdão,
Corta tudo sem senão
Mas as memórias ficarão

Nada apaga esse olhar
Brilhante e sedutor,
O sorriso inconfundível
Que sempre me tirou a dor

O teu toque gentil
Delicado como algodão,
Simplesmente perfeito
O toque suave da tua mão

Um ventre primoroso
Que te permite dançar
Duma forma magistral,
Será que posso tocar?

Umas pernas desenvolvidas
Devido ao esforço exemplar
Em busca do sonho
Que um dia irás alcançar

Como és perfeita
Em toda a tua simplicidade,
Um corpo divinal
Do qual eu sinto saudade

Aprenderei com os meus erros,
Há que errar para aprender
Talvez tarde demais
Mas não tenho nada a perder
A não ser, se desistir,
Tudo o que disse anteriormente
Prefiro não arriscar,
Lutar, mesmo a sofrer.

Nothing More

"“Era uma vez, numa terra não muito distante daqui, há não muito tempo …” é assim que todos os contos de fadas começam. Será que a história que vou contar também o é? Ou será uma história de amor cujo final é sempre (ou quase sempre) trágico, tudo menos feliz? Ou será apenas uma história estúpida que não merece ser contada mas o estúpido que a está a escrever acha que sim? No fim saberemos, ou pelo menos tiraremos as nossas conclusões.


Este era o primeiro parágrafo da, talvez, mais longa história que alguma vez contei ou irei contar. Mas que acabou por não ficar completa, e sinceramente acho que não o vai ficar. Pois a história, como devem imaginar, é verídica e já não há nem disposição, nem memórias suficientes para conta-la. Digamos que ficou por uma introdução prometedora e que nunca passara disso.

E não foi completada por TUA culpa, que disseste que passado é passado e eu como respeitador da vontade dos outros, cumpri. Apaguei tudo sobre esta mesma história, tudo menos esta introdução que agora partilho. Talvez devesse ter continuado mas neste momento é praticamente impossível, e ficam simplesmente as memórias cada vez mais vãs e turvas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ideal


(Aqui vos deixo em 1ª mão um trabalho que nem pela professora foi visto xD)


Algo que quando passa
Me deixa a ofegar,
Um ideal de mulher
Capaz de me cativar.

Olhos claros como a neblina
Que nas manhãs de Inverno me fascina,
Cabelos escuros como a noite
Onde o desconhecido coabita,

Lábios doces de adoçante,
E uma cara tão perfeita
Até parece que por mim foi feita.

De uma gentileza tal
Como ela não há igual,
Um espírito nobre sem nenhum mal
Que nem parece de Portugal.

Mas quando será que irei eu
Ofegar por essa Mulher?
Será capaz de me cativar?
Sei que não a vi passar.

sábado, 18 de outubro de 2008

Went Missing


This lack of something
That eats me inside.
Is it lust, Is it Love?
Just know I can't hide.

One day I'm OK
The next I'm depressed,
This I never guessed,
So I can only pray

This need to love
N' be loved in return
Is burning like hell
When I just can't burn.

I want to feel trapped
Like I used to be,
But I feel like a blind
Who can barely see
The trap that is
Right in front of me.

I want to get caught
N' be jailed in your heart
So this lack of something
Could just fall apart.

Future


Lá mora a incerteza
A dúvida e o sonho
As decepções e os sucessos
E nem sempre algo risonho

Falo, certamente, do futuro
Deveras incerto e bastante vago
2 anos, 2 meses, 2 dias
Ou 2 segundos podem ter passado

Vem aliado com o presente
E o passado ao mesmo tempo
Quando juntos (ou seja sempre)
Confundem-se muito facilmente

Choros nele virão
Aprendizagens completar-se-ão
Risos bem vindos serão
Onde há lugar para muita emoção
Lugar esse que
Impossível de prever será
Nada é garantido
Amanhã podemos nem estar cá

Mas vivemos o dia-a-dia
Inconscientes dessa possibilidade
Rádio, TV e 'Net
Amostram-nos essa realidade
Nossos olhos a vêem
De nada parece servir
Ainda não temos mentalidade

Brincamos com o futuro
Não acreditamos no destino
Mas ele está, certamente, traçado
E com um simples gesto
Pode vir a ser alterado

Dreams


Há uma coisa: os sonhos
Outra: a realidade
Não vivem um sem o outro
Nem na tenra nem na 3ª idade

Sonhamos com carreiras,
Com amores impossíveis,
Com dinheiro e poder,
E acabar com males terríveis

Se lutarmos tudo e possível,
Mas nem tudo são rosas,
A vida não e fácil
(Ninguém disse que era)
Sonhar e o que nos resta
E o que nos torna menos frágil

Podemos sonhar e acordar,
Lutar por eles e cair
Podemos sempre nos levantar,
Sempre sem desistir,
Ou desistir e lamentar
Pois podíamos voltar a cair,
Mas não se ganha sem tentar,
A solução não e desistir

Quem desiste são os fracos,
Foi o que sempre me disseram
Posso voltar a cair(como todos,
Mas do chão nunca passaram)
Irei-me levantar,
Aprender, não desistir,
Nunca terei sucesso
Se nunca cair

Loneliness at Night


Todos os dias acordo
Levanto-me e penso na vida
Mas um dia de trabalho
Na minha "escola querida"

Os dias são secantes
Passados com o "Storzinho"
As noites ainda mais
Passadas na cama sozinho

Falta qualquer coisa,
Um abraço, um carinho,
Um corpo a meu lado
Sem isso estou sozinho

Uma voz, um aroma,
Um respirar abafado,
Um olhar na escuridão
Para me sentir observado

Adormeço finalmente
Sozinho, mas na companhia
Do meu mundo imaginário
Criado em momentos
De solidão e monotonia

Para meu espanto, acordo,
Tento recordar-me do que sonhei
Nada me vem a cabeça
Não há nada que me aqueça
Será que realmente acordei?

Belisco-me e tenho a certeza
Já não moro no pais do João Pestana
A monotonia de mais um dia
Não quero sair da cama

sábado, 4 de outubro de 2008

Is It Worth?

Cá em casa, em horário "after school" reina um programa: Morangos com Açucar.
Agora nessa série de eleição da juventude existe um dilema: Carlos foi expulso da escola e a sua mãe recebeu um convite bastante tentador de trabalhar em Espanha, e está previsto que Carlos vá com ela. Sónia (namorada de Carlos) descobre e confronta-o com isso. Basicamente ele diz que fica em Lisboa por ela, mesmo contra a vontade da mãe, pois nunca perderá a mãe e poderá visita-la. Sónia diz que também a poderá visitar, e que NUNCA a perderá. Ele diz que prefere não arriscar.
Aí se gera a minha questão! Será que o sacrifício dele em "abandonar" a mãe e ficar só pra estar com Sónia vale a pena? Será que a promessa dela é "verdadeira"? Nenhum deles sabe o futuro
Ela promete algo que no momento sente que vai cumprir mas mais tarde, provavelmente não devido à instabilidade dos adolescentes. E como se costuma dizer: "Coração que não vê, coração que não sente."
Já me fizeram (e fiz) promessas desse gênero e dias mais tarde tinha acabado tudo. Já abdiquei de, provavelmente, a melhor experiencia que ia ter até hoje só pra estar com "a tal pessoa" e não valeu de nada ... Foi uma das piores semanas de sempre :S
(Eu sei que isto é ficção, uma novela, está tudo escrito e os actores só representam mas) Isto acontece várias vezes na "vida real", em montes de adolescentes e até mesmo adultos, capazes de abdicar de tudo por promessas "em vão".