quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

I Feel ...

Sinto-te no meu corpo, frágil e trémulo, à espera da segurança outrora existente. Sinto a tua presença em cada molécula de água que bebo, em cada átomo de oxigénio que respiro, em cada fotão que incide sobre mim, na estrela que vejo ao contemplar o céu estrelado na noite mais escura, aquela que se neste momento olhasses para o céu, não ias ver.
É-me claramente impossível dizer que não tenho saudades, foste mais para mim do que pensas ter sido. Foste aquilo com que sempre sonhei, e que ainda sonho. Naqueles sonhos mais melancólicos, naqueles em que já nada parece correcto, mas não há força para acordar. Sinto a tua falta nas noites mais solitárias e sombrias, nos dias mais frios e chuvosos, nas horas mais longas e intermináveis. Sinto um gelo que me penetra pelo corpo e me congela o sangue. Sinto uma necessidade insaciável de calor. Sinto uma presença inexistente, como se de uma fantasma se tratasse. Estarei maluco? Acho que não! Estarei apaixonado? Acho que não! Estarei apenas com um casaco a menos? Talvez seja isso. Aproveito agora o Natal para pedir um. Pode ser que esta necessidade passe.
Nunca nos considerei amantes a cem por cento, sempre achei que fossemos uma espécie de romance entre amigos. Contigo podia ser eu mesmo, sem sentir a pressão de te agradar pois sabia que gostavas de mim assim. Contigo não havia tempos mortos, havia sempre desabafos, piropos, provocações ou até mesmo conversas fúteis, que chegavam a ser algo mais, para nos entreter. Era incapaz de te olhar nos olhos mentir-te, coisa que não acontecia com mais ninguém. E sinto falta disso. Sinto falta da melancolia, da nostalgia, da maluquice que me preenchia o dia a dia. Chama-me masoquista, doida, o que quiseres, nada me saciará esta ausência, e muito menos arranjará alguém que te substitua ...

You, My Darling

Tu, que desde o começo és algo especial.
Tu, que sempre me puseste em primeiro (talvez segundo) plano.
Tu, que sempre me apoiaste quando mais precisei.
Tu, a quem eu garanto que nunca esquecerei.

Tu, que seguiste as mesmas pisadas
Que eu mais tarde cheguei a pisar,
São como as pedras da calçada:
Todas iguais, mas cada uma com uma história para contar.

Tu, que sempre me ensinaste
O que sempre quis aprender.
O meu mais bem formado professor,
Ao qual nunca nenhum se irá sobrepor.

Tu, que fizeste das minhas, tuas lágrimas.
Tu, que fizeste do meu, teu sofrimento.
Tu, que fizeste do meu, teu silêncio.
Espero um dia retribuir todo esse tormento.

Nós, que juntos superámos tudo e todos.
Nós, que separados esperamos pelo outro.
Eu, que sem ti sou um Pobre desamparado.
Tu, que sem mim és um Rico condenado.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Saudade! (Without Translation)


Meu amor, que de ti não sei que é feito,
Apenas sei o quão de mim estás!
São uns 1000 Km! Ou talvez mais.
Será que perto de mim estar poderás?

Um sentimento que me abate sem piedade
E te garanto que de amor não se trata,
Embora esteja cada vez mais vivo em mim.
Algo cujo nome nenhum mal acata,
É como um velho conhecido, é a Saudade!

Sentimento que, de nós pena nenhuma tem.
Sentimento que entra sem pedir licença,
Não é sorrateiro mas quase nem dei por ele
E quando dei já estava à mercê dele.

Saudade que me consomes, tem piedade do meu amor!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Moments On My Own!


Se eu tivesse uma hora para aproveitar,
Nem mais um segundo para gastar,
Uma hora de vida para cessar
Uma história que não devia acabar.
Estaria onde me pudessem desejar,
Sem ter que ser algo que não me pudesse orgulhar,
Apenas eu, somente eu, sem disfarçar.
Um sitio onde ninguém me pudesse julgar,
Ser o herói que se pudesse idolatrar,
Algo maior que todos iriam respeitar,
O miúdo que iriam prodigiar,
O monumento que iriam maravilhar.
A Obra d'Arte que iriam contemplar,
O feiticeiro que ninguém iria enfrentar,
E tudo isto sendo eu, apenas eu, somente eu, sem disfarçar.
Iria realizar sonhos que ficaram por concretizar
Ou que nem sequer os cheguei a começar,
Desejos que ficaram por terminar,
Pedras que ficaram por apanhar,
Arrepender de pedras que cheguei a atirar.
Tudo isto e só uma hora para aproveitar.
Acho que sozinho iria ficar
A jogar o jogo que mais prazer me dá jogar:
Sentar, Pensar, Repensar e depois Escrever!